segunda-feira, 3 de setembro de 2012

QUEM SABE... (de ValériaC)


Imagem: Google

QUEM SABE... (de ValériaC)


Há coisas minhas
que desconfio
que tu nunca irás saber...
Talvez possa levar tanto tempo
para que possas perceber...
Quisera eu,
que não fosse tarde demais
Ou quiçá, jamais...
e eu acabe por levar
 tudo comigo para o além...
Quem sabe um dia destes
te dás conta
que sempre te amei...
mesmo tendo
matado tantas vezes
tudo o que sempre
 por ti, senti...
 Ah! Amor teimoso,
 como bulbo,
que vez ou outra brotava,
bravamente renascia,
alimentado por migalhas,
 banhado por mirrado
 orvalho de esperança...
E a flor voltava,
noutras, novamente ressequia,
parece que morria,
mas no fundo,
só adormecia...
Quem sabe de repente acordas
 e te dás conta que fui,
 sou e sempre serei
aquela flor que se deu,
apesar de todas as vezes
que floresci
e me despetalei por ti...


ValériaC (em 23/08/12)



*Este poema é somente uma inspiração, mas creio que é uma situação que muitos de nós em um dado momento,  já tenha vivido algo similar a isto.

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